Este blog serve essencialmente para partilhar as diversificadas temáticas que vão sendo discutidas e debatidas em aula. Servirá também para lançar algumas discussões, opiniões e alguns desafios a quem partilha o mesmo "mundo" da comunicação e do marketing que eu.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Social Media não são um Mass Media*
* Texto Publicado na revista Marketeer deste mês
Por João Duarte CEO do Grupo YoungNetwork
Preâmbulo. Social Media é a informação que é disseminada através da interacção social. Cada consumidor é também um potencial criador de conteúdos, usando tecnologia Web, que corre sobre a Internet. Os Social Media caracterizam-se por uma relação bidireccional (diálogo; de muitos para muitos). Mass Media é a informação destinada a uma grande audiência, dominadora no séc. XX. A televisão, a rádio, os jornais, os livros e também a Internet (jornais online, vídeos, podcasts, blogs, etc.) são os principais Mass Media. Caracterizam-se por uma relação unidireccional (monólogo; de um para muitos).
No mundo inteiro tem explodido a utilização de meios sociais. Activamente, ouvimos falar de Facebook, Twitter, Linkedin, Hi5, MySpace, agora Chat Roulette, e outros já adoptados por muitos de nós. Todos eles são intuitivos de usar e qualquer pessoa pode rapidamente aderir e socializar. Em poucas horas, estamos dentro e, voilá!, somos nativos.
Para os comunicadores, outro desafio se coloca: como utilizar as novas ferramentas para falar e ouvir as audiências? Agora já não se trata apenas de falar. É preciso ouvir, saber ouvir, ainda por cima ouvir muitos. E depois, dar feedback, reagir ao que se ouve, seja explicando ou redesenhando um novo produto, por exemplo.
Sem dúvida que o futuro é já hoje social, mas sem deixar de ser de massas. A televisão perde gás no mercado norte-americano, mas ainda é a força dominadora. Em Portugal o fosso dos meios tradicionais para os sociais é ainda muito grande. Cá, os Social Media ainda não são um Mass Media. Mas sê-lo-ão sem dúvida num prazo máximo de cinco anos. Sabemos que a geração abaixo dos 30 usa cada vez mais o PC em detrimento da televisão, e que estes são consumidores, na sua maioria, definitivamente perdidos na perspectiva dos meios tradicionais.
Felizmente que o mundo não é a preto e branco apenas, e que lado a lado, ou melhor, colocar mass media por cima de conteúdos Web (de redes sociais ou não) dá origem a algumas das melhores campanhas. Os conteúdos das redes sociais podem e devem ser potenciados pelos meios tradicionais.
Repare-se nos vídeos virais que têm a sua origem na Web. As visualizações quase sempre disparam quando o vídeo é um conteúdo suficientemente interessante para passar na televisão. O excelente resultado na Web dos flashmobs do aeroporto da Portela só foi possível por terem sido notícia de telejornal.
É a estratégia estilo Beatles. Esta dá-se nas escolas de gestão. Os Beatles eram um quarteto de Liverpool, que tinha bastante sucesso naquela cidade inglesa. Mas que se não tivessem saído dali para Londres nunca teriam sido a referência maior que foram. Isto porque precisavam de um “megafone” como Londres, para os expor e fazê-los chegar a todo o Mundo. A mesma coisa se passa no futebol. Normalmente os grandes jogadores passam pelos principais clubes nos países de origem antes de conseguirem chegar aos melhores campeonatos. Isto porque precisam de estar visíveis, na montra.
Com os Media Sociais a mesma coisa. Muitas vezes os conteúdos – embora existam excepções – precisam de continuar a ter os Mass Media em cima para atingirem relevância para as grandes audiências.
Por João Duarte CEO do Grupo YoungNetwork
Preâmbulo. Social Media é a informação que é disseminada através da interacção social. Cada consumidor é também um potencial criador de conteúdos, usando tecnologia Web, que corre sobre a Internet. Os Social Media caracterizam-se por uma relação bidireccional (diálogo; de muitos para muitos). Mass Media é a informação destinada a uma grande audiência, dominadora no séc. XX. A televisão, a rádio, os jornais, os livros e também a Internet (jornais online, vídeos, podcasts, blogs, etc.) são os principais Mass Media. Caracterizam-se por uma relação unidireccional (monólogo; de um para muitos).
No mundo inteiro tem explodido a utilização de meios sociais. Activamente, ouvimos falar de Facebook, Twitter, Linkedin, Hi5, MySpace, agora Chat Roulette, e outros já adoptados por muitos de nós. Todos eles são intuitivos de usar e qualquer pessoa pode rapidamente aderir e socializar. Em poucas horas, estamos dentro e, voilá!, somos nativos.
Para os comunicadores, outro desafio se coloca: como utilizar as novas ferramentas para falar e ouvir as audiências? Agora já não se trata apenas de falar. É preciso ouvir, saber ouvir, ainda por cima ouvir muitos. E depois, dar feedback, reagir ao que se ouve, seja explicando ou redesenhando um novo produto, por exemplo.
Sem dúvida que o futuro é já hoje social, mas sem deixar de ser de massas. A televisão perde gás no mercado norte-americano, mas ainda é a força dominadora. Em Portugal o fosso dos meios tradicionais para os sociais é ainda muito grande. Cá, os Social Media ainda não são um Mass Media. Mas sê-lo-ão sem dúvida num prazo máximo de cinco anos. Sabemos que a geração abaixo dos 30 usa cada vez mais o PC em detrimento da televisão, e que estes são consumidores, na sua maioria, definitivamente perdidos na perspectiva dos meios tradicionais.
Felizmente que o mundo não é a preto e branco apenas, e que lado a lado, ou melhor, colocar mass media por cima de conteúdos Web (de redes sociais ou não) dá origem a algumas das melhores campanhas. Os conteúdos das redes sociais podem e devem ser potenciados pelos meios tradicionais.
Repare-se nos vídeos virais que têm a sua origem na Web. As visualizações quase sempre disparam quando o vídeo é um conteúdo suficientemente interessante para passar na televisão. O excelente resultado na Web dos flashmobs do aeroporto da Portela só foi possível por terem sido notícia de telejornal.
É a estratégia estilo Beatles. Esta dá-se nas escolas de gestão. Os Beatles eram um quarteto de Liverpool, que tinha bastante sucesso naquela cidade inglesa. Mas que se não tivessem saído dali para Londres nunca teriam sido a referência maior que foram. Isto porque precisavam de um “megafone” como Londres, para os expor e fazê-los chegar a todo o Mundo. A mesma coisa se passa no futebol. Normalmente os grandes jogadores passam pelos principais clubes nos países de origem antes de conseguirem chegar aos melhores campeonatos. Isto porque precisam de estar visíveis, na montra.
Com os Media Sociais a mesma coisa. Muitas vezes os conteúdos – embora existam excepções – precisam de continuar a ter os Mass Media em cima para atingirem relevância para as grandes audiências.
terça-feira, 11 de maio de 2010
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Conhecimento em Social Media cada vez mais importante para os novos profissionais de Relações Públicas

De acordo com um novo estudo levado a cabo pelas empresas iPressroom, Korn /Ferry International, em conjunto com a Public Relations Society of America, os futuros profissionais de Relações Públicas (RP) que quiserem singrar na área deverão ter conhecimentos abrangentes sobre as mais recentes ferramentas online (fonte – Marketing Charts).
O inquérito, implementando junto de profissionais de RP envolvidos em processos de selecção, revela-nos que do outro lado do oceano as empresas dão importância a:
82%- conhecimento em media relations tradicional
80%- conhecimento sobre social media
77%- conhecimento de blogging, podcasting e RSS
72%- conhecimento de serviços de micro-blogging como o Twitter
65%- conhecimento sobre SEO
56%- facilidade em produzir Web content
52%- conhecimento sobre social bookmarking
Seria interessante promover um estudo com estas características no mercado português, em agências e Departamentos de Comunicação. Na Guess What | Public Relations os critérios de selecção (ainda) não são tão Net-Rígidos mas na selecção já pesa a respectiva “pegada online” do candidato (blogs, twitters, social media, etc.).
No entanto, uma personalidade curiosa, divertida e atenta à realidade que o rodeia, online e offline, também pode levar o barco a bom porto. E ofertas de almoços ou jantares em restaurantes de sushi não prejudicam o processo de selecção…
segunda-feira, 9 de março de 2009
O Twitter é sucesso digital mas ainda longe de ser um negócio..
Dizem que o sucesso do mais recente fenómeno da comunicação digital reside na sua simplicidade. De facto, o Twitter parece obedecer à lógica do mínimo esforço possível. Ou melhor, do mínimo de escrita possível…
Cada “tweet” não pode ter mais de 140 caracteres, os suficientes para que o autor consiga cativar os seus “seguidores”, que podem ser meia dúzia, e pertencer a um grupo tão restrito como a família e amigos, ou então milhares, tendo o universo como limite para a sua audiência. Exagero? Não, basta para isso ver os twitters de Barack Obama ou da Britney Spears, que serão literalmente acompanhados ao minuto pelo mundo inteiro.
Em Portugal, a moda também está a pegar, tendo inclusive a Presidência da República já aderido às virtudes comunicacionais do Twitter. Outras figuras nacionais da política renderam-se igualmente ao mundo dos “tweets”, tais como Hermínio Loureiro (PSD), Pedro Mota Soares (CDS), Agostinho Branquinho (PSD), António Galamba (PS), Helena Pinto (BE) ou António Filipe (PCP).
O Twitter é já um fenómeno social e digital, porém está ainda longe de ser um sucesso comercial. A empresa que gere o serviço está instalada em Silicon Valley e conta apenas com 29 pessoas. Neste momento, a principal preocupação da empresa é convencer os potenciais patrocinadores da viabilidade do projecto enquanto negócio gerador de receitas. E ao olhar-se para exemplos como o Youtube ou o Facebook parecem ser pretensões legítimas.
O Twitter é mais uma ferramenta da chamada Web 2.0 que permite uma comunicação instantânea e que, ao contrários dos blogues e de outras plataformas, parece estar mais adaptada aos interfaces móveis, tais com os Blacberrys ou os IPhones.
Outra das características que destacam o Twitter é a sua capacidade de reflectir o momento, aquilo que está a acontecer em tempo real. Por oposição ao “happened before” do Google ou do Facebook, os “tweets” são o “happening now” das compras no supermercado de um simples cidadão anónimo, dos devaneios da Britney num bar ou da assinatura de um tratado internacional de Barack Obama.
De lazer a trabalho, cada um é livre de fazer o que bem entender com os seus “tweets”. No entanto, há quem veja no Twitter uma ferramenta de comunicação bastante eficaz, estando a utilizá-la com fins profissionais. Alguns políticos já o fazem, assim como personalidades dos mais diversos quadrantes da sociedade. Também muitos jornalistas já recorrem ao Twitter como mais uma plataforma de conteúdos.
Ciente dessas potencialidades e das diferenças dos perfis dos utilizadores do Twitter, o seu co-fundador Biz Stone revelou ao Financial Times que não está previsto qualquer custo para os utilizadores básicos, já não dizendo o mesmo em relação aos “business users”, que poderão ver no futuro os serviços cobrados, embora com direito a funções extras.
José Manuel Costa
Presidente Grupo GCI
Cada “tweet” não pode ter mais de 140 caracteres, os suficientes para que o autor consiga cativar os seus “seguidores”, que podem ser meia dúzia, e pertencer a um grupo tão restrito como a família e amigos, ou então milhares, tendo o universo como limite para a sua audiência. Exagero? Não, basta para isso ver os twitters de Barack Obama ou da Britney Spears, que serão literalmente acompanhados ao minuto pelo mundo inteiro.
Em Portugal, a moda também está a pegar, tendo inclusive a Presidência da República já aderido às virtudes comunicacionais do Twitter. Outras figuras nacionais da política renderam-se igualmente ao mundo dos “tweets”, tais como Hermínio Loureiro (PSD), Pedro Mota Soares (CDS), Agostinho Branquinho (PSD), António Galamba (PS), Helena Pinto (BE) ou António Filipe (PCP).
O Twitter é já um fenómeno social e digital, porém está ainda longe de ser um sucesso comercial. A empresa que gere o serviço está instalada em Silicon Valley e conta apenas com 29 pessoas. Neste momento, a principal preocupação da empresa é convencer os potenciais patrocinadores da viabilidade do projecto enquanto negócio gerador de receitas. E ao olhar-se para exemplos como o Youtube ou o Facebook parecem ser pretensões legítimas.
O Twitter é mais uma ferramenta da chamada Web 2.0 que permite uma comunicação instantânea e que, ao contrários dos blogues e de outras plataformas, parece estar mais adaptada aos interfaces móveis, tais com os Blacberrys ou os IPhones.
Outra das características que destacam o Twitter é a sua capacidade de reflectir o momento, aquilo que está a acontecer em tempo real. Por oposição ao “happened before” do Google ou do Facebook, os “tweets” são o “happening now” das compras no supermercado de um simples cidadão anónimo, dos devaneios da Britney num bar ou da assinatura de um tratado internacional de Barack Obama.
De lazer a trabalho, cada um é livre de fazer o que bem entender com os seus “tweets”. No entanto, há quem veja no Twitter uma ferramenta de comunicação bastante eficaz, estando a utilizá-la com fins profissionais. Alguns políticos já o fazem, assim como personalidades dos mais diversos quadrantes da sociedade. Também muitos jornalistas já recorrem ao Twitter como mais uma plataforma de conteúdos.
Ciente dessas potencialidades e das diferenças dos perfis dos utilizadores do Twitter, o seu co-fundador Biz Stone revelou ao Financial Times que não está previsto qualquer custo para os utilizadores básicos, já não dizendo o mesmo em relação aos “business users”, que poderão ver no futuro os serviços cobrados, embora com direito a funções extras.
José Manuel Costa
Presidente Grupo GCI
sábado, 28 de fevereiro de 2009
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